Quantas vezes me confundiste, meu bem, com uma estrela brilhante que iria sempre olhar por ti.
Quantas vezes, meu bem, disse-mos em vão “para sempre”.
Quantas vezes, meu bem, me enganei a mim própria acreditando nisso…
Oh! quantas vezes em vão acreditei em tanta coisa.
Pensei que choraria quando dissesse adeus. Contudo nem esforçando conseguiria semear lágrimas… Os meus olhos mantêm-se secos, porém na minha boca o sorriso também desfalece.
As coisas mudaram, já não sou eu que queres ver brilhar, já tão pouco me importo se brilho ou não para ti.
Hoje penso-me na tua vida como ela na minha, contudo tens sorte de eu não ter a força que ela tem. Agora percebo-a… por muito que te tenha amado (tal como ela me amou, eu sei) as coisas mudaram e já não há espaço para voltar atrás. Por outro lado não creio em ti a força que em mim vejo, e sinto que em breve deixarás de lutar.
No futuro ver-te-ei sorrir sem mim, ver-me-ás sorrir sem ti, vê-la-ei sorrir sem mim também. No futuro farás apenas parte do passado…
E de repente, quando já começa a custar dizer adeus… toca o telefone, tens pontaria hein?! ;)